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Agência
17 Jan, 2022
4 min

Redesgin de Website: Quando faz sentido e como pode melhorar os resultados do negócio

G

Goweb

Equipa Goweb

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Um redesign de website não deve começar porque “o site parece antigo”.

Deve começar quando existem sinais concretos de que o website já não acompanha os objetivos do negócio, as necessidades dos utilizadores ou a evolução tecnológica.

Hoje, um website pode desempenhar várias funções: apresentar uma empresa, captar leads, apoiar vendas, disponibilizar serviços, integrar sistemas, vender online ou reforçar a autoridade da marca.

Quando deixa de cumprir essas funções de forma eficaz, pode ser altura de repensar a experiência.

Mas um redesign eficaz vai muito além de alterar cores, fontes e imagens.

Implica analisar estratégia, conteúdo, UX, performance, SEO, acessibilidade, tecnologia e conversão.

O que é realmente um redesign de website?

Um redesign pode assumir diferentes níveis de profundidade.

Em alguns casos, basta melhorar componentes específicos, como:

  • arquitetura da informação;
  • navegação;
  • velocidade;
  • páginas de conversão;
  • conteúdos;
  • experiência mobile.

Noutros, pode ser necessário rever praticamente toda a plataforma:

  • design;
  • tecnologia;
  • estrutura;
  • funcionalidades;
  • integrações;
  • conteúdos;
  • posicionamento.

É importante distinguir também redesign de rebranding.

Uma empresa pode redesenhar o website mantendo a identidade visual atual. Da mesma forma, pode desenvolver uma nova identidade de marca e posteriormente aplicá-la ao ecossistema digital.

O essencial é garantir coerência entre a experiência digital e aquilo que a organização representa.

1. O website deixou de gerar os resultados esperados

Este é provavelmente o sinal mais importante.

Um website pode ser visualmente apelativo e, ainda assim, não cumprir os seus objetivos.

Algumas perguntas ajudam a perceber isso:

  • Os visitantes encontram rapidamente aquilo que procuram?
  • Os CTAs estão a gerar contactos?
  • As landing pages convertem?
  • Os utilizadores abandonam páginas importantes?
  • O tráfego cresce, mas as leads não?
  • O website apoia efetivamente o processo comercial?

Neste contexto, redesign não significa necessariamente começar tudo do zero.

Pode significar identificar pontos de fricção e redesenhar precisamente aquilo que está a impedir a conversão.

2. A performance técnica está a prejudicar a experiência

Performance deixou de ser apenas uma questão técnica.

Pode ter impacto direto em comportamento e resultados comerciais.

A Vodafone realizou um teste A/B entre uma landing page otimizada e uma versão equivalente não otimizada. Uma melhoria de 31% no Largest Contentful Paint (LCP) esteve associada a:

  • 8% mais vendas;
  • 15% de melhoria na taxa lead/visita;
  • 11% de melhoria na taxa de adição ao carrinho por visita.

O caso é interessante porque as páginas eram visual e funcionalmente semelhantes. A diferença estava essencialmente na performance.

Ou seja, um redesign pode criar valor sem necessariamente alterar drasticamente a estética.

Pode simplesmente tornar a experiência mais rápida e eficiente.

3. Pequenas melhorias de performance podem gerar impacto no negócio

A redBus oferece outro exemplo.

Ao melhorar a métrica Interaction to Next Paint (INP) em 72%, a empresa registou um aumento global de 7% nas vendas.

Neste caso, o problema estava em interações lentas causadas por processamento excessivo de JavaScript.

Para o utilizador, isto traduzia-se numa experiência menos fluida.

Para o negócio, traduzia-se em oportunidades de melhoria de receita.

É precisamente por isso que um processo de redesign deve avaliar também:

  • Core Web Vitals;
  • scripts de terceiros;
  • peso de imagens;
  • arquitetura técnica;
  • resposta do servidor;
  • comportamento das interfaces.

4. O website já não corresponde à realidade do negócio

Empresas mudam.

Podem surgir:

  • novos serviços;
  • novos mercados;
  • novos públicos;
  • novas unidades de negócio;
  • novos posicionamentos;
  • novas formas de venda.

Quando isso acontece, é frequente o website continuar organizado com base numa realidade que já não existe.

Um exemplo simples:

Uma empresa que inicialmente vendia apenas um serviço pode, alguns anos depois, ter três áreas distintas de negócio.

Se o website continuar construído em torno da oferta original, o utilizador terá dificuldade em compreender a empresa atual.

Neste cenário, redesign é também um exercício de arquitetura de negócio.

É necessário decidir:

  • o que deve aparecer primeiro;
  • como organizar as áreas;
  • quais são as jornadas principais;
  • como cada público deve navegar.

5. A experiência mobile já não pode ser tratada como adaptação

O artigo original referia que 17% do tráfego provinha de dispositivos móveis. Esse número já não deve ser utilizado.

Mais importante do que procurar uma percentagem global é compreender que a própria Google utiliza a versão mobile do conteúdo para indexação e ranking, através do modelo mobile-first indexing. A Google recomenda explicitamente websites mobile-friendly e identifica o responsive design como uma das configurações adequadas.

Isto significa que a pergunta já não deve ser:

“O website também funciona no telemóvel?”

Mas sim:

“A experiência mobile é tão boa quanto deveria ser?”

Um redesign deve avaliar:

  • dimensão dos botões;
  • menus;
  • formulários;
  • tipografia;
  • imagens;
  • carregamento;
  • conteúdo prioritário;
  • CTAs;
  • interações touch.

6. A navegação tornou-se confusa

À medida que os websites crescem, acumulam frequentemente:

  • páginas;
  • menus;
  • categorias;
  • campanhas antigas;
  • landing pages;
  • conteúdos redundantes.

O resultado pode ser um website tecnicamente completo, mas difícil de utilizar.

Um redesign deve aproveitar para rever a arquitetura da informação.

A Baymard Institute mantém atualmente benchmarks de centenas de grandes websites de e-commerce, analisando milhares de elementos relacionados com navegação, pesquisa, páginas de produto, checkout e mobile UX. A própria organização refere que a sua investigação é utilizada por mais de 29.000 profissionais de UX e por 71% das empresas Fortune 500 com e-commerce.

A lição é simples:

UX não deve ser decidida apenas por gosto pessoal.

Deve apoiar-se em comportamento, testes e boas práticas validadas.

7. O website não está preparado para pesquisa e descoberta atuais

Um redesign também deve considerar SEO desde o início.

Não basta migrar o mesmo conteúdo para um visual novo.

É necessário avaliar:

  • hierarquia H1-H6;
  • URLs;
  • links internos;
  • canonical tags;
  • redirecionamentos;
  • sitemap;
  • indexação;
  • conteúdos duplicados;
  • metadata;
  • dados estruturados;
  • performance.

A Google continua a utilizar um crawler mobile como padrão e recomenda o Search Console como ferramenta central para monitorizar e otimizar o desempenho na pesquisa.

Um redesign mal planeado pode, aliás, causar perda de tráfego orgânico.

Por isso, a migração deve incluir um plano de SEO técnico antes, durante e depois do lançamento.

8. O website depende demasiado de limitações tecnológicas

Nem todos os problemas são visuais.

Às vezes, o verdadeiro sinal de redesign é ouvir constantemente:

“Isso não dá para fazer no site atual.”

Pode acontecer porque:

  • a tecnologia está desatualizada;
  • existem demasiados plugins;
  • a estrutura é difícil de manter;
  • novas integrações são complexas;
  • a plataforma não escala;
  • a equipa depende de processos manuais.

Nestes casos, redesign pode implicar replatforming ou desenvolvimento à medida.

A pergunta deixa de ser apenas “como queremos que o website pareça?” e passa a incluir:

“Que infraestrutura digital precisamos para os próximos anos?”

9. O website não está alinhado com os processos comerciais

Este ponto é frequentemente esquecido.

Um website moderno deve estar integrado com a operação.

Por exemplo:

  • formulários → CRM;
  • pedidos → equipa comercial;
  • leads → automação;
  • e-commerce → ERP;
  • conteúdos → nurturing;
  • reuniões → agendamento automático.

Imagine uma empresa que recebe dezenas de pedidos através do site, mas cada formulário chega apenas por email.

O website pode estar a gerar procura.

Mas o processo está a criar fricção.

Neste caso, um redesign pode também significar redesenhar aquilo que acontece depois do clique.

Um caso interessante: Renault

A Renault analisou mais de 10 milhões de visitas em 33 países durante quatro meses e encontrou uma forte relação entre melhor LCP, menor taxa de rejeição e melhores taxas de conversão. Nos seus cinco principais mercados europeus, a percentagem de visitantes com LCP rápido aumentou de 51% para 73%.

A empresa passou também a tratar performance como uma responsabilidade contínua entre equipas.

Cedric Bazureau, Tech Lead da Renault, sintetizou bem esta ideia:

“Performance requires constant monitoring.”

 

Esta frase é particularmente relevante para redesign.

Um website não fica “terminado” no dia em que é lançado.

Redesign total ou melhoria contínua?

Nem sempre é necessário fazer um redesign completo.

Pode ser preferível trabalhar em ciclos:

Analisar → identificar problema → testar → medir → melhorar.

Um redesign total faz mais sentido quando existem vários problemas estruturais simultaneamente, por exemplo:

  • identidade desatualizada;
  • arquitetura inadequada;
  • tecnologia obsoleta;
  • performance fraca;
  • UX deficiente;
  • mudança significativa no negócio.

Já uma abordagem incremental pode ser suficiente quando o problema está concentrado numa área específica.

Os principais benefícios de um redesign bem executado

Quando existe uma razão estratégica para avançar, os benefícios podem incluir:

Melhor experiência do utilizador

Navegação mais clara, menos fricção e jornadas mais simples.

Maior conversão

Melhoria de CTAs, formulários, páginas comerciais e processos.

Melhor performance

Arquitetura e tecnologia mais eficientes.

Melhor SEO

Estrutura, conteúdo e performance preparados desde a base.

Maior autonomia interna

Backoffice mais simples e processos de publicação mais eficientes.

Maior capacidade de evolução

Uma plataforma preparada para novas integrações e funcionalidades.

Melhor alinhamento com a marca

O website passa a representar corretamente o posicionamento atual da empresa.

Mas redesign também tem riscos

Um redesign mal conduzido pode gerar:

  • perda de rankings;
  • URLs quebrados;
  • pior experiência;
  • aumento de custos;
  • atrasos;
  • funcionalidades desnecessárias;
  • rejeição por utilizadores habituais.

Um dos erros mais comuns é começar pelo design visual antes de analisar os dados.

O processo deveria começar por:

  1. objetivos de negócio;
  2. analytics;
  3. comportamento do utilizador;
  4. SEO;
  5. arquitetura;
  6. requisitos funcionais;
  7. tecnologia;
  8. só depois UI e expressão visual.

Como saber se está na altura de redesenhar?

Uma checklist simples:

  • O website representa corretamente a empresa atual?
  • Consegue explicar a proposta de valor rapidamente?
  • Converte visitantes em oportunidades?
  • Funciona bem em mobile?
  • Passa os Core Web Vitals?
  • É fácil encontrar informação?
  • É simples atualizar conteúdos?
  • Está integrado com CRM e outras ferramentas?
  • A tecnologia permite evoluir?
  • O tráfego orgânico está protegido?
  • Os dados mostram problemas claros de abandono ou conversão?

Se várias respostas forem negativas, existe uma boa razão para avaliar um redesign.

 

Um redesign de website não deve ser tratado como uma mudança estética periódica.

É uma oportunidade para questionar se o principal ativo digital da empresa continua preparado para cumprir os seus objetivos.

Os casos da Vodafone, Renault e redBus mostram que melhorias de experiência e performance podem estar associadas a ganhos mensuráveis em conversão e vendas.

Por isso, a pergunta certa não é:

“O nosso website parece antigo?”

É:

“O nosso website ainda ajuda o negócio a crescer?”

Se a resposta for não, então talvez esteja na altura de repensá-lo.